«Hoje posso ser eu?»
Fez-se silêncio no quarto e, porque quem cala consente, trocámos olhares sorridentes e passámos à acção. Pousou um dedo nos meus lábios como que se me mandasse calar, levantou-se e chegou-se para cima de mim. Encostou o seu corpo ao meu e, ao tocarem-se, as nossas bocas abriram-se automaticamente, deixando que as línguas dançassem em volta uma da outra, mergulhadas no desejo e na fome. Uma das suas mãos agarrou na minha e colocou-a por cima da cabeça, prendendo-a. Sussurrou-me ao ouvido de forma avassaladora:
«Vou dar-te a provar de ti...»
A sua língua deslizou pelo meu corpo em direcção àquela zona mais quente, mas antes, parou entre as minhas mamas. A mão livre depressa se ocupou duma delas, agarrando-a e amassando-a em movimentos circulares. A sua boca tomou o poder, os mamilos endureciam à medida que o corpo se tornava quente e frio ao mesmo tempo. Lambeu-me, chupou-me, trincou-me daquele jeito gostoso. Soltei um gemido abafado. A língua dele fazia danças, rodopiando e deslizando de um lado para o outro, deixando um rasto de saliva por onde passava.

Em mim já sentia o corpo a tremer e a zona mais a sul começar a ficar...quente...molhada. Largou-me a mão que estava junto à cabeça e agarrou-me as mamas. Agora, cada mão tinha com que se entreter, apertava-as uma contra a outra e lambia os mamilos à vez. A cada investida, mais estremecia o meu corpo. Por fim começou a descer, arranhando-me a cintura ao mesmo tempo que a sua língua serpenteava pela minha barriga. Até aqui tinha sido carinhoso, esperava mais. De repente, levanta a cabeça e ao mesmo tempo que os nossos olhos se cruzam, abre-me as pernas à bruta, agarra-me na cintura e puxa-me para a sua boca. Sem pedir invade.
Com a ponta da língua
toca-me naquele pontinho precioso,
para cima e para baixo
em movimentos circulares.
A minha carne fraca como é já dava de si, já escorria, já escorregava... Molhava-me ainda mais com a sua saliva, sôfrego, aumentava-me o tesão cada vez que sentia a sua língua tocar-me. Depois de pequenos chupões no clitóris, abriu-me a cona com os dedos e numa só investida sorveu-me de baixo para cima. Provou-me como nunca, a sua cara de cabrão mostrava-me que estava deliciado a comer-me. Senti o seu dedo a entrar em mim, depois outro e a sua língua em movimento frenéticos à volta do meu clitóris. Gemia, agarrada aos lençóis e puxando os seus cabelos. Os seus dedos entravam e saíam a uma velocidade que aumentava e diminuía consoante ele queria. O orgasmo estava próximo e ele sabia. Os últimos segundos foram de loucos, os dedos entravam e saíam o mais rápido possível, sem parar. O meu clitóris, duro, era sugado para dentro da sua boca.
Vim-me.
Louca, vim-me que nem uma louca.
Quando tentava voltar a mim, aproximou-se sorrateiro, e com os dedos encostados à minha boca e à sua, sussurrou:
«Prova-te»

Delícia